Minha querida melodia, meu querido adeus, luzes escuras, piano sem som, torcidas unidas, jogador sozinho, em dias difíceis, vestindo poesias, em chamas que queimam, em cafés gelados e amargos, em dias de luta.
Dias de lutas, declarado perdedor, por jovens arrogantes, velho nojento, tatuados fúteis, com argolas tais como bichos, filhos que mentem, gente que vende e compra gente. Gente que não compreende, sozinhos jamais, melhor assim, dias difíceis.
Dias difíceis, que não nos farão iguais, a gente que exige, o que não temos, o que nem mesmo sabem como conseguirem, em um jogo infantil, jogo de dados, jogo milionário, jogo de tapetão, que não encantam, não amam. Um docinho no caixa, em dia de lutas.
Dias difíceis, dias de luta, Deus quis assim, perdemos tempo com versos, perdemos tempo com quem não mais existia, com quem chegou e não ficou. Com mulheres que dizem no balcão da hipocrisia, vulgaridade, dadas a escândalos, não estarem gostando, perdemos tempo com mulheres, que agora correm atrás, rifando tempo, rifando homens, por mulheres que não são!
Dias de luta, Senhor, dias difíceis por nossa culpa, dias que vão, dias que chegam. Nos conduza por verdes campos, nos exercícios do bom combate da fé. Não, não é nada nos faltará, é nada nos falta, vivemos com o que temos, em dias difíceis, em dias de luta.
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